sábado, 19 de agosto de 2017

PONTOS BÁSICOS DO CROCHÊ

O  crochê é uma técnica de visual bonita e útil. Pode-se fazer uma série de peças que vão desde os famosos biquinhos nos panos de prato até roupas, colchas, rendas, bonecos e bichinhos para crianças e peças que completam algumas obras de arte. E assim como o tricô, também é terapêutico. Pode ser feito por homens e mulheres de todas as idades. Basta querer.

Fazer crochê não é difícil. Basta uma agulha com um gancho na ponta correspondente á grossura do fio que se quer usar e um fio de linha, lã, barbante ou qualquer outro, criatividade e boa vontade. Quanto mais fino for o fio, mais parecido com renda ficará o produto final. Quanto mais grosso ele for, o trabalho ficará mais rústico, porém, não menos bonito.

Para quem desejar aprender a fazer crochê, a Internet está repleta de sites, vídeos (no Youtube) e revistas dedicados a ensinar, passo a passo, os inúmeros pontos.


CONHEÇA OS PONTOS BÁSICOS


É  desses pontos baixos que podemos realizar todos os outros pontos que vemos nas revistas. Então, vamos lá:

Este é o PONTO CORRENTE ou comumente chamado de "correntinha". É este ponto que dá incio a todos as peças de crochê.


Veja como se faz, assistindo ao vídeo.


A seguir vem o PONTO BAIXÍSSIMO. Este ponto é quase invisível, por isso não faz volume. Ele é usado em arremates, finais de carreiras e união de uma peça na outra. Não é um ponto para fazer uma peça inteira com ele porque o trabalho não rende, ou seja, não tem volume.


Vamos conferir como se faz?




Este é o PONTO BAIXO cuja sigla em qualquer receita de pontos de crochê é "p.b". Mas também pode ser substituído pelos símbolos  x ou + e aparece em um esquema gráfico. Este ponto é serve para fazer tramas firmes e pouco elásticas porque é um ponto mais fechado.





Vejam como é feito:




O MEIO PONTO ALTO é intermediário entre o ponto baixo e o ponto alto. Este  ponto tem uma trama mais fechada, porém mais aberto que o ponto baixo porque leva uma laçada. É importante nos trabalhos de crochê porque cria um certo relevo.  Nas receitas de crochê aparece com a sigla "mpa" e nos esquemas gráficos, com este símbolo: 










Confira como é feito:


                                    


Agora vamos conhecer o PONTO ALTO. Este é o ponto mais usado no crochê porque tem melhor rendimento do trabalho por ser mais aberto que os pontos anteriores. Com ele podemos fazer inúmeros pontos fantasia, bicos em toalhas, redes, e pode sofrer variações e combinações com os pontos anteriores. Nas receitas a sigla é "pa" e nos esquemas gráficos o símbolo é este:

Símbolo ponto alto



Vamos como é feito?





VARIAÇÕES DO PONTO ALTO

A partir do ponto alto podemos transformá-lo num PONTO ALTO DUPLO. Ele é mais alto que o ponto alto comum, mas fica mais aberto também. É mais usado em crochês rendados. Sua sigla nas receitas é "p.a.d." e nos gráficos o símbolo é este:







   Outra variação é o PONTO ALTO TRIPLO. A diferença é que se dá uma laçada a mais que o duplo. E se quiser, pode ainda fazer, se o trabalho exigir, o PONTO ALTO QUÁDRUPLO, QUÍNTUPLO etc e, para isto, sempre se dá uma laçada a mais. O trabalho fica com uma trama mais maleável e mais aberta. O gráfico é o mesmo com mais tracinhos cortando o T.

Outra facilidade do crochê é que, se precisarmos parar o trabalho em qualquer lugar por horas, dias ou semanas, ao recomeçarmos não se nota qualquer diferença como acontece no tricô.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

O CROCHÊ


Há pessoas que afirmam não gostar de crochê. No entanto, outras adoram e eu sou uma delas. Seja como for, o crochê é algo bonito de se ver e ter. Sua utilidade é grande e variada.

Segundo alguns pesquisadores, o termo “crochê” tem origem no dialeto nórdico, que significa “gancho” e se refere ao formato da agulha que puxa os pontos ou laçadas que confeccionam as peças. Segundo outros, o termo tem origem numa palavra francesa, o “croc”, cujo significado  é o mesmo.

Sua origem também é bastante controversa. Para alguns historiadores, o crochê foi criado na pré-história. Para outros ela surgiu e se desenvolveu a partir do século XVI e na Europa. O escritor Lis Paludan tentou descobrir em que país ou região da Europa isso se deu, mas não obteve sucesso. Porém, sua pesquisa (fundamentada em teorias) nos leva a crer que, provavelmente, seja originária da Arábia e depois levada para a Espanha pelas rotas de comércio entre o Ocidente com o Oriente.

Antropologistas descobriram que essa técnica de tecer era muito usada na China para a fabricação de bonecas. Outros afirmam que, peças de crochê eram usadas nos rituais da puberdade por alguns dos povos primitivos da América do Sul.

Outra teoria sugere que o crochê teve sua origem na técnica de costura chinesa. Técnica que se difundiu pelo Oriente Médio e chegou a Europa por volta de 1700. Mas a verdade é que ninguém sabe, ao certo, quando e onde o crochê começou.



A única certeza, durante a Renascença a técnica do crochê foi aprimorada, adquirindo melhor qualidade das peças. Com a Revolução Francesa, a exportação da técnica para toda a Europa, principalmente para a Irlanda, Inglaterra e Países Nórdicos. As famílias desses países, mesmo as mais nobres, passaram a usar essa técnica e foram aprimorando-a aos poucos, conseguindo dessa forma uma técnica bem mais avançada e de alta qualidade.

Os historiadores contam que, na década de 1840, o mundo sofria uma grande crise devido a Industrialização. Muito trabalhos deixaram de existir. Muitas pessoas abandonaram as lavouras e, aos poucos, o trabalho artesanal foi sendo extinto porque todos queriam trabalhar nas indústrias. Mas não havia trabalho para todos. E daí, veio a fome. E uma grave crise de fome se instalou na Europa.

Percebendo o sofrimento das pessoas, em 1846, a madre superiora de um convento teve a ideia de ensinar para as mulheres mais pobres da Irlanda a técnica do crochê. A ideia era a de ensinar para que pudessem trabalhar em suas próprias casas e, dessa forma, continuariam tomando conta dos trabalhos caseiros e ganhar o sustento da família. Essa ideia foi levada aos chefes de sua congregação e foi prontamente aceita.



E logo vieram as primeiras notícias positivas. Em pouco tempo, as mulheres de Dublim e Belfast estavam produzindo tanto, que seus trabalhos eram exportados para o mundo todo e, principalmente, para a Inglaterra.

As rendas irlandesas serviam para decorar vestidos e lingeries damulheres mais abastadas da nobreza, bem como peças para a decoração das residências como colchas, almofadas, tapetes, caminhos e centros de mesas, porta-guardanapos, tampos para vidros, etc. A produção artesanal chegou a assemelhar-se a produção de uma indústria. E pouco a pouco, o crochê foi ganhando espaço à partir de 1800.


Sabe-se que a artesã francesa, o Éléonore Riego de La Branchardiére, ensinou o crochê para as mulheres da corte da Rainha Vitória. E logo após, ela fez desenhos dos pontos de algumas peças que tinha criado e publicou-os na revista “The Needle”. Foi ela também que criou o famoso “Ponto Aujourd”, hoje conhecido como “Ponto Irlandês”.

Sabe-se também que, esses desenhos ajudaram muita gente a aprender a fazer os pontos e copiar os seus modelos. Esses desenhos dos pontos se propagaram ao longo do tempo e chegaram aos dias de hoje.   Enquanto isso, estilistas como Gaultier, Alexander McQueen, Lagergeld, Chanel, Emanuel Ungaro, Antonio Marras, Kenzo e muitos outros, fizeram uso do crochê em suas mais importantes criações.

Continua

domingo, 23 de julho de 2017

QUE MAIS SE PODE FAZER COM PAPELÃO?

Você sabia que se pode fazer móveis com papelão? Assista ao vídeo, e você se surpreenderá!




E que tal aquela mesinha que está faltando lá naquele cantinho da sala ou de um outro lugar? Não tem dinheiro? Faça de papelão. Assista como fazê-la passo a passo.


Ah! Ja sei! Está faltando um abajur também, não é. Faça você mesma usando papelão. É só seguir o passo a passo.


E você encontrará uma porção de novidades no link abaixo https://www.youtube.com/channel/UC5NAmds2fnUyhfDcsN-UwIQ, endereço da página jl Dicas &Tutoriais.

Você ficará maravilhada com um monte de coisas que se pode fazer com papelão.

sábado, 15 de julho de 2017

USO DO PAPELÃO.

Muita gente joga fora os papelões que vêm nas embalagens por acharem que não terão mais utilidade. Mas se enganam. 

Com papelões grandes ou pequenos podemos fazer muita coisa bonita para decorar aquele canto da casa que você acha meio vazio. Quadros, caixas, vasos, mini-jardins verticais e muitas outras coisas podem ser feitos com esses papelões.

Vejam como é simples e bonito fazer um quadro reciclado para decorar sua sala ou corredor. E, depois de pronto, ninguém diz que foi feito de papelão.



Ou um mini-jardim vertical, como este que tenho num corredor.



Ou pequenos quadrinhos como estes, cujas bases também são de papelão e pintados por cima.




E estes, em 3D. 

  


segunda-feira, 3 de julho de 2017

A MODA DOS ANOS 2000

Como vimos, desde a antiguidade até os anos 70 a moda visava mais o mundo adulto. De 1970 para cá, o público alvo da moda foram os jovens por serem mais liberais e consumistas. No século XXI, nada mudou. Os jovens continuaram e continuam sendo o público alvo da moda.

O início dos anos da década de 2000, a moda foi marcada por tendências inesquecíveis. Algumas bonitas e usáveis e outras que preferimos esquecer dando graças a Deus que não caíram mo agrado das pessoas.

Uma das peças inesquecíveis e uma das mais duradouras já vistas no mundo da moda, foi afinal já se vão 17 anos, foram os bonés de jeans e que foram e são usados por crianças, adolescentes e homens de todas as idades.
 
                                            A Livestrong original e suas imitações
Quem não se lembra de umas pulseiras amarelas (a Livestrong) desenvolvida pela Nike para custear uma fundação de amparo e de pesquisas contra o câncer, fundada por Lance Armstrong, famoso ciclista, quando descobriu que estava com essa doença. As tais pulseiras viraram moda e podia ser usada com qualquer estilo de vestimenta. Mas também surgiram as imitações, bem mais baratas, é claro. E depois, essas mesmas pulseiras surgiram com uma infinidade de cores.
 

E quem esquece dos românticos e polivalentes boleros usados sobre os vestidos, saias e blusas, sem falar das calças compridas feitas em jeans. E eram confeccionados com tecidos leves ou com jeans. Ficavam charmosos arredondados ou em bicos na frente.
versão feminina

versão masculina

Quem se lembra das calças cargo? Eram confortáveis, práticas e serviam para passeios ou para a prática de esportes. E as saias listadas ou lisas com corte assimétrico. Eu tinha uma, na cor preta e lisa. E você, chegou a usar alguma?
Nas versões femininas, masculinas e infantis


Quem se lembra das jaquetas acolchoadas? No inverno era muito bom de usar. Ainda mais por aqui, nos dias frios e garoentos de São Paulo. E a gente ficava bem quentinha, não é? E o melhor de tudo, nos protegia da garoa, pois eram feitos de um tecido sintético e impermeável que não deixava que a roupa ficasse molhada.

 

 


E aquelas blusinhas croppeds, curtinhas que deixavam a barriguinha e os ombros de fora, com mangas curtas, compridas ou em forma de babados. Podiam ser lisas, xadrez miudinho, de renda, de crochê ou imitando a pele de animais. Eram uma graça! Românticas, leves, práticas e iam bem com shorts, calças compridas, saias e minissaias.

 

Vários modelos para todos os gostos


Nessa época, o crochê estava em alta novamente e servia não só para confeccionar peças do vestuário ou como acabamento de algumas peças.

 



E os assessórios? Os brincos de pena e de sementes como a do açaí, comprados nas lojas e barracas de artesanato. Davam um tom hippie a qualquer look. As gargantilhas fitas com correntinhas de crochê, de metal para bijuteria e que eram bem baratinhas fizeram a festa de muita gente, pois as mais chiques eram muito caras e nem todos podiam comprar.

maiôs provocantes

biquinis asa-delta

Biquinis de todos os tipos, incluindo os de crochê


Na moda praia, os biquínis continuavam em alta. De crochê, ou de elanca, numa cor única ou estampado, com duas cores combinando eram o furor da mocidade. Com lacinho do lado, com drapeado no busto, em forma de asa-delta e mais cavadas que nunca, com ou sem enfeites metálicos. Mas os maiôs não foram deixados de lado, não. Tinham um corte mais bonito, mais justos e cavados variavam dos escuros e lisos para os mais claros e estampados ou imitando pele de animais.


Já no final da primeira década do século XXI, surgem os jeans desbotados que davam uma sensação de surrados. Pouco depois, surgiam os jeans rasgados, o que sempre achei horrível. Mas afinal a moda conseguia unir ricos e pobres no mesmo estilo. Não podemos esquecer também dos jeans coloridos que apareceram nessa época.



Quanto a maquiagem, a década foi marcada pela simplicidade e pelo natural com o objetivo de mostrar a beleza natural das pessoas. As sobrancelhas eram bem delineadas, e olhos e pele bem naturais. O importante era mostrar a pele saudável, demonstrada com pouco uso de maquiagem. Nos olhos o uso da sombra marrom bem esfumaçada no côncavo do olho dava uma profundidade interessante. Um pouco de máscara para os cílios, um leve rosado nas maçãs do rosto e um batom seco próximo ao tom natural dos lábios, conseguia um aspecto de “nude” saudável. É no final desta década que começam as pesquisas para o desenvolvimento de uma maquiagem apropriada para a pele negra.

 

Os penteados do momento eram: o cabelo solto (curto ou comprido) com risca lateral, franja presa para traz, um leve ondulado e pronto. Mas se preferissem os cabelos um pouco mais trabalhado, podiam prendê-los em forma de rabo de cavalo preso a efeito de um coque, tranças simples ou mais trabalhadas.

MODA MASCULINA

No final dos anos 90, surgem as bermudas para os homens. E nos anos 2000 foram usadas com força total.


Não podemos dizer que há uma moda masculina padrão, pois cada um usa o que gosta e que se sente melhor. No entanto, algumas combinações nos chama a atenção, como bermuda com camiseta e paletó, calças compridas com camiseta regata (que dá um ar mais esportivo) e boné virado com a aba para trás que é uma marca do final da década.

versão feminina

Na versão masculina (os bonés Hurley) feitos em tecido telado eram usadíssimos.

Outra marca da época é a volta das jaquetas de couro pretas e calças bem justas na perna, feitas com tecidos sintéticos brilhantes que combinavam com as jaquetas. Mas também é preciso dizer que os ternos tradicionais ainda são usados em festas e no trabalho de alguns profissionais.

sungas lisas ou estampadas eram um sucesso.

Como moda praia, surge as sungas no começo da década. Já no final dela, os garotos e rapazes usavam bermudas para o banho de mar. E valiam as lisas ou as estampadas com motivos florais ou havaianos.



Os cabelos masculinos voltavam a ficar curtos e podiam ter ou não topetes para cima.